Arquivos para a Categoria ‘Gastronomia e Literatura’

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A Fisiologia do Gosto

Maio 1, 2008

Caros Amigos,

Gostava, hoje de vos propôr um novo tema : A Fisiologia do Gosto.

 

Antes de mais, debrucemo-nos sobre as definições técnicas e vocabulares das palavras.

A Fisiologia (do grego physis = natureza e logos = palavra ou estudo) é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. De uma forma mais sintética, a fisiologia estuda o funcionamento do organismo.

O Gosto define a sensação percebida pelos órgãos gustativos, quando estimulados por substâncias gustativas.

Muitas pessoas utilizam a palavra gosto para designar sabor. Porém, no seu significado estrito, o gosto é aplicado somente para definir as sensações produzidas por células especializadas (células do gosto) localizadas na língua

Mas a minha proposta vai num sentido um bocado diferente. Aquilo que vos peço é que usem a imaginação!

Quando decidimos ir a um restaurante, criamos na nossa mente uma imagem daquilo que esperamos encontrar. Imaginamos uma ementa, com aquela entrada apetitosa, aquele vinho daquela colheita magnifica que provamos numa outra ocasião. Depois optamos pelo peixe, ou então pela carne, mas sempre com a nossa expectativa bem apurada! … Ah!

Esquecia-me, de que uma refeição, que se preze, nao pode deixar de ter uma sobremesa e para finalizar em beleza, um café e ….!

Com tudo isto, sem darmos conta, utilizamos os nossos 5 sentidos, ou seja, a visão, o olfacto, o tacto e a audição.

 

Uma simples decisão para ir a um restaurante, leva-nos a divagar, mas mais adiante debruçar-nos-emos em particular sobre cada um dos sentidos,

Ate lá, Bem Hajam

 

 

 

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HACCP - Vale mais Prevenir, que … !

Abril 21, 2008

 

As gerações futuras recordar-se-ão, por certo, da última década do século XX como um período de muitas mudanças e desenvolvimento tecnológico. Entre os avanços mais significativos, os nossos descendentes certamente incluirão um conceito que, hoje em dia, a todos parece novo: a inocuidade dos alimentos. Este tema inclui aspectos que vão desde o local onde são produzidos os animais, o leite, os cereais e os demais vegetais, até à mesa do consumidor.

Muitos dos organismos que causam doenças ao Homem são parte integrante da flora gastrointestinal normal dos animais dos quais nos alimentamos, convivendo com eles sem causar quaisquer danos à sua saúde. A carne, o leite e os ovos destes animais podem ser contaminados através dos alimentos por eles consumidos, pelo uso indevido de produtos veterinários ou por práticas inadequadas na produção, como a acumulação de lixo e outros resíduos em locais inadequados.

Os alimentos também podem ser contaminados durante a etapa de processamento devido ao mau funcionamento ou limpeza inadequada do equipamento, uso de material de limpeza não indicado para a finalidade, infestações de insectos e roedores, ou, ainda, devido a um armazenamento inadequado.

O sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo - HACCP (do inglês - Hazard Analysis Critical Control Points) - é um sistema preventivo que busca a produção de alimentos inócuos. Este princípio está sustentado na aplicação de princípios técnicos e científicos na produção e manuseamento dos alimentos desde o campo até a mesa do consumidor.

Os princípios do HACCP são aplicáveis a todas as fases da produção de alimentos, incluindo a agricultura básica, a pecuária, a industrialização e manipulação dos alimentos, os serviços de alimentação colectiva, os sistemas de distribuição e manuseamento e a utilização do alimento pelo consumidor.

O conceito básico destacado pelo HACCP é a prevenção e não a inspecção do produto terminado. Os agricultores e os produtores agro-pecuários, as pessoas encarregadas do manuseamento e distribuição e o consumidor devem possuir toda a informação necessária sobre o alimento e os procedimentos relacionados com o mesmo, pois só assim se poderá identificar o local onde uma hipotética contaminação possa ter ocorrido, por forma a que se possa determinar o modo pelo qual seria possível evitá-la.

Se o “onde” e o “como” são conhecidos, a prevenção torna-se simples e óbvia, e a inspecção e as análises laboratoriais passam a ser supérfluas. O objectivo é, para além de garantir a elaboração do alimento de maneira segura, comprovar, através de documentação técnica apropriada, que o produto foi elaborado com segurança.

O “onde” e o “como” são representados pelas letras HA (Análise de Perigos) da sigla HACCP. As provas de controlo do fabrico dos alimentos recaem nas letras CCP (Pontos Críticos de Controlo). Partindo deste conceito, o HACCP não é mais do que a aplicação metódica e sistemática da ciência e tecnologia no planeamento, controlo e documentação duma produção de alimentos segura.

Enquanto que os perigos químicos são os mais temidos pelos consumidores e os perigos físicos os mais vulgarmente identificados (pêlos, fragmentos de ossos ou de metais, ou outros materiais estranhos), os perigos biológicos são os mais sérios do ponto de vista da saúde pública.

 

Voltaremos a este assunto noutra oportunidade, ate lá …

Bem hajam

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A poesia e a Culinária - A tertúlia vai avançando

Abril 8, 2008

Queria propor-vos algumas ideias gastronómicas para a estação que agora entrou e queria um poema que pela sua simplicidade demonstrasse o quão complicado é por vezes lidar com a natureza.

E aqui está ele! 

 

FLORES DA PRIMAVERA

 

José Augusto Simões

 

Tenho no céu flores mil

Tenho na terra o coração

As mais belas flores de Abril

São as que estão em botão

 

Eu nasci na Primavera

Lindos meses lindas cores

Em todos os jardins e campos

Crescem as mais belas flores

 

As flores na Primavera

Crescem em qualquer recanto

Olha-se para todos os lados

Só se vê um lindo manto.

 

As pessoas vão para o campo

Só para ver as belas flores

Por vezes nestes passeios

Arranjam-se lindos amores…

 

Os amores da Primavera

São as flores mais mimosas

Apanham no mês de Maio

Lindos cravos, lindas rosas

 

As rosas da Primavera

Não se podem deitar fora

Quando se tratam mal as flores

Toda a Primavera chora

 

Tenho no céu flores mil

Tenho na terra o coração

A mais bela flor de Abril

A preservo desde então

 

Em Abril rosa tão bela

Bela rosa de estimação

Ainda hoje a tenho guardado

Dentro do meu coração!

 

Novembro de 2006

 

Um poeta com 84 anos é digno de ser referido:

http//povoa.blogs.sapo.pt/

 

 

Visitem o blog acima publicitado e não arrependem.

 

Bem hajam